Morre bebê de mulher morta após complicações no parto em Indaiatuba, diz família
23/01/2026
(Foto: Reprodução) Gestante morre após complicações em parto, e hospital de Indaiatuba instaura sindicância
A família de Bianca Fidêncio da Silva, que morreu dias após dar à luz o segundo filho em Indaiatuba (SP), confirmou nesta sexta-feira (23) a morte do recém-nascido. O menino, chamado Ravi, estava internado em estado gravíssimo desde o nascimento.
Segundo os familiares, o médico teria negado o pedido por cesárea, e complicações durante o parto normal teriam levado ao óbito da jovem, de 28 anos. Em nota, o Hospital Augusto de Oliveira Camargo (Haoc) informou que instaurou sindicância para apurar o caso (leia mais abaixo).
O velório de Bianca foi realizado nesta sexta-feira no Cemitério Municipal Parque dos Indaiás. Não há informações sobre o sepultamento do recém-nascido.
O marido da vítima procurou a Polícia Civil de Indaiatuba, que registrou a ocorrência como morte suspeita.
A Secretaria de Saúde de Indaiatuba informou que encaminhou ofício à direção do hospital solicitando a abertura imediata de sindicância interna para apuração dos fatos, além do encaminhamento do caso aos comitês de Óbito Materno e Hospitalar.
Em nota, a pasta afirmou que a administração municipal manifesta solidariedade aos familiares da paciente e acompanha o caso.
Bianca Fidêncio da Silva, de 28 anos, morreu após complicações no parto no Hospital Augusto de Oliveira Camargo (Haoc), em Indaiatuba (SP)
Reprodução/Redes sociais
O que diz o Haoc?
Em nota, o Haoc confirmou que houve o pedido da gestante pela cesárea, mas destacou que o quadro “indicava progresso adequado e tornava o parto vaginal uma conduta viável e recomendada nessa situação, passando a cesariana a ser considerada apenas se surgissem intercorrências”.
Segundo o texto, durante o parto houve identificação de sofrimento fetal agudo, e “com o objetivo de abreviar o nascimento […], foi realizada a aplicação de fórceps, procedimento previsto e indicado em situações específicas de emergência obstétrica”.
Logo após o parto, o recém-nascido apresentou sinais de insuficiência de oxigênio, e “a paciente evoluiu com sangramento vaginal intenso, associado à atonia uterina, condição em que o útero não consegue se contrair adequadamente após o nascimento, configurando uma das principais causas de hemorragia pós-parto”, descreveu.
De acordo com o Haoc, são realizados, em média, 180 partos mensais na unidade, com nenhuma notificação de óbito materno em 2025.
“Sobre o caso em questão, ressaltamos que a atonia uterina é uma complicação obstétrica conhecida, imprevisível em muitos casos, podendo ocorrer tanto em partos vaginais quanto cesarianos, mesmo na ausência de fatores de risco aparentes, sendo amplamente descrita na literatura médica como uma das principais emergências obstétricas.
O parto evoluiu de forma rápida e previsível desde a admissão até a dilatação completa, motivo pelo qual foi mantida a condução por via vaginal, em consonância com os protocolos assistenciais vigentes. A admissão ocorreu às 10h, com parto efetivo às 13h45, caracterizando um período expulsivo relativamente curto, com dilatação total.
Por fim, informamos que a Diretoria do Hospital instaurou uma sindicância interna, cujos resultados serão encaminhados à Comissão de Ética Médica do Hospital e, posteriormente, ao Conselho Regional de Medicina, órgão legalmente competente para a avaliação da conduta profissional.”
Bianca Fidêncio da Silva, de 28 anos, morreu após complicações no parto no Hospital Augusto de Oliveira Camargo (Haoc), em Indaiatuba (SP)
Reprodução/EPTV - Arquivo pessoal
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